EDITORIAL


As revistas periódicas sempre fizeram parte do dia a dia das pessoas. Ainda criança, todos os domingos quando visitava meu avô, voltava para casa com uma Ação Games ou Ultra Jovem nas mãos. Era nossa fonte de informação sobre o que vinha acontecendo no cenário que gostávamos. Isso não se resumia apenas a cultura que hoje é denominada como “geek”, cresci em um ambiente onde sempre havia revistas ao redor. Minha mãe lia Caras, muito motivada pela coleção de talheres que vinham com as revistas, coisa boa. Meu tio sempre tinha um ou outro periódico de música pop, com destaque para as MTVs que ainda nos agraciavam com ingressos para o cinema. Meu avô e meu padrasto assinavam a Época e a Veja, respectivamente, onde sempre gostei de ler a seção de cultura e crônicas, mesmo quando não entendia muito o assunto.

Encontrávamos revistas em todos os lugares e de uma diversidade enorme. Arquitetura e design de móveis, cortes de cabelo, moda e life style. Estavam todas em seus devidos lugares. 

É interessante notar a influência dessas revistas no nosso desenvolvimento intelectual. Com o tempo, Ação Games e Ultra Jovem deram lugar para Dragão Brasil e revistas especializadas em guitarra. E mais adiante, revistas como a Cult e Getúlio, que conseguia com um professor da faculdade. Ainda hoje as revistas estão ao nosso redor, na recepção de uma clínica ou escritório e até mesmo em formato digital.

Ainda tenho muitas dessas revistas, basicamente sobre guitarra, rock e história. Daí surgiu a vontade de compartilhar esse material e trocar experiências com aqueles que ainda gostam desse tipo de coisa. Arquivo Revistaria nasce para isso, espero que gostem.

São Paulo, 26 de março de 2026.

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